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[Resenha]: Qual o seu medo?



Título: Qual o seu medo?
Autor: Marcelo Pizmic
Número de páginas: 107
Formato: PDF
Sinopse: Acompanhe a história de uma menina moça, viciada em drogas, que o destino a leva a ser internada em uma clínica de recuperação. Uma antiga paciente produz o fenômeno da Viagem Astral de forma natural. Ela equivica-se na ajuda prestada as demais pacientes, levando-as as loucura, ou, não raro, a morte. Sabrina interfere, transformando a clínica em uma verdadeira arena de batalha. Na  saga Astral o extra-físico é revelado: O lado Negro e Divino mostram suas verdadeiras faces. Viagem astral, psicometria, incorporação, vidência, mediunidade, audiência, vampiros astrais, larvas, anjos e demônios, céu, inferno, umbral, são apenas alguns dos temas abordados nesta trama.
Resenha: Esse é um dos livros que baixei e li no meu galaxy. Não lembro o nome do site em que eu baixei, depois eu faço um post indicando os melhores para que você, interessado, possa baixar livros.
O livro conta a história de Sabrina, uma viciada em crack que vai para uma clínica de recuperação. A clínica de nome Danta Dymphna, tratava, além de viciados, pessoas com problemas mentais. Sabrina teve um passado difícil, foi abusada pelo pai, que havia morrido, e que agora só contava com a ajuda de sua mãe e de seu padrasto. O diretor da clínica é meio que pervertido, e ela encontra Rafael, um funcionário que se interessa por ela. Com ele, e com mais três colegas de quarto, Sabrina tenta descobrir o que se passa naquela clínica, o por quê de todos ficarem tendo pesadelos com o que tem mais medo, e desvenda o mistério. Ela também passa por vários problemas, e algumas alucinações que na verdade era provocadas por um espírito que pertencia a uma mulher internada. O livro é narrado pela primeira pessoa  por seus vários personagens. Quando é Sabrina quem narra, aparece o nome dela como sub-título, e é ela que conta a sua versão do que se passa. O mesmo acontece com quando são outros personagens que narra.
É um livro meio legal, diferente de outros que já li. Ele é descrito como Romance sobrenatural e não é psicografado. É uma leitura boa que nos prende naquela curiosidade de saber o que vai acontecer depois. Tem o segundo livro, Suicidas, mas ainda não li.
Me desculpem por essa rápida resenha, é que amanhã creio que vou estar suuuper ocupada e não vou poder entrar aqui. Fiz o melhor que pude (hehe).
Bom, recomendo, não tanto, mas pra quem gosta de leituras rápidas de um dia e com assuntos sobrenaturais, é esse o livro.
Obrigada pela visita!

[Resenha] O Projeto Rosie



Título original: The Project Rosie
Autor: Graeme simsion
Editora: Record, 320 páginas
Sinopse: Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrado, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de abilidade social, só mesma a mulher perfeita. E ele já sabe como encontrá-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irpa ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.
Resenha: Finalmente terminei de ler. Não demorei por desinteresse, a faculdade que toma um pouco isso de mim, acho que já disse isso. Enfim, o  livro, logo no início, iria ser um drama, mas pensado bem pelo autor, tornou-se uma comédia romântica emocionante. Trata-se um professor de genética que ensina em uma faculdade que tem como melhores amigos o casal Gene e Cláudia, psicólogos.
Comprei o livro sem saber muito sobre ele. Vi a capa, li a sinopse e me interessei. Digo, eu o vi numa prateleira de uma livraria daqui da cidade quando voltava da natação e simplesmente fiquei louca para tê-lo e lê-lo. Bom, resumindo, abri meu cofre, comprei e comecei a ler no mesmo dia. Eu não o tinha visto na internet ainda, só depois que abri o Skoob vi nas cortesias que a Editora Record estava sorteando.
A obra conta a história de Donald Tillman, conhecido como Don, que já desistido do amor tem uma rotina cronometrada, com esquemas de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada exercício, principalmente para a prática de exercícios físicos antes de dormir.
Atras de uma parceira para que posso acompanhá-lo, ele desenvolve um projeto, O Projeto Esposa, tendo a certeza (ou achando) que irá encontrá-la assim. O projeto contém um questionário extremamente exigente para selecionar candidatas que sejam adequadas a seu estilo de vida. Conhece várias mulheres, mas todas sempre tinham algo que não era "aceitável" para ele.
E no vai e vem de candidatas, Gene, seu melhor amigo, meio que dá um empurrãozinho fazendo-o conhecer Rosie, estudante de Psicologia da faculdade em que ele ensina e vendedora de coquetéis. E que não se adequada a sua listinha da "mulher perfeita". Rosie é o tipo de mulher que ele nunca imaginava ser a sua parceira ideal.
Se parar pra reparar bem, cada imagem na capa do livro representa cada pedacinho da história. A bicicleta, o seu meio de transporte; o microscópio, seu trabalho; as flores, Daphne; o coquetel, Rosie; e o coração... Bom, vocês já devem imaginar. Ah, o título e os desenhos contém verniz (amo isso). E o Don me lembra muito o Sheldon Cooper. Haha
O livro mostra que um homem e uma mulher não precisam ser parecidos em tudo, ou em algumas coisas, para poderem dar certo. Don e Rosie é uma prova do que estou falando. Aprenderam um com o outro a aceitar como são, mas que podem mudar um pouco para poder agradar o outro, no caso, a pessoa que ama, contanto que não mude completamente a sua vida. Prova que há formas de encontrar alguém sem deixarmos de ser nós mesmo.

                                                     Obrigada pela visita!

[Resenha] Will & Will: Um nome, um destino



Título original: Will & Wiil
Autor: John Green
Editora: Galera Record, 352 páginas
Resenha: Imagine encontrar com o mesmo nome e sobrenome que o seu. Imaginou? Achou estranho? Pois é, aparentemente isso seria constrangedor para a maioria das pessoas. Agora imagine como foi para Will Grayson encontrar Will Grayson e saber que ele é gay, e que está namorando seu melhor amigo. Isso seria bem mais peculiar, certo? Pois é, são cenas como essa que nos encantam e nos arrancam gargalhadas involuntárias durante a leitura de 'Will & Will: Um nome, um destino'.
Muito mais que um romance gay, 'Will & Will' nos leva para uma viagem inesquecível pelos sentimentos humanos. Muito mais que um livro de comédia adolescente, esse livro é uma pérola de sabedoria por si só.
Nada parecido com 'A culpa é das estrelas', 'Will & Will' coloca três garotos num envolvimento bastante peculiar. Will Grayson é amigo de Cooper, o mais fabuloso gay de sua escola, e também o mais exageradamente, impossivelmente, milagrosamente gordo. E quando, por obra do destino, Will Grayson, encontra Will Grayson, sua vida fica de pernas para o ar. Ele não pode entrar no show que usaria pra presentear a garota que faz seu coração bater forte. tudo porque sua identidade falsa (que ele aceitou fazer pra poder entrar no show) diz que ele ainda não tem idade o suficiente. Ele então decide que a identidade falsa precisa servir para alguma coisa, e ele a usa pra entrar num sex shop e comprar uma revistinha.
Coisas estranhas acontecem por lá dentro, incluindo o mais-que-estranho garoto que o fica encarando. E ele mesmo garoto o segue depois que ele sai da loja. Perguntando quem ele é. e então os 'Will Grayson' se conhecem. O caso é que o Will Grayson que vem depois tinha um encontro marcado, mas, por motivos que até o momento vão além da compreensão do leitor, o ser humano não apareceu. Mas etão chega Tiny Cooper, e o mundo do Will Grayson que bem depois ficar mais colorido.
É claro que, quando o Will Grayson que não é gay, recebe a notícia que seu melhor amigo está se relacionando amorosamente com o outro Will Grayson, ele fica louco da vida. E por mais que a sinopse, a capa o nome do livro (e muitas outras coisas) nos tenham feito acreditar que os Will Grayson se relacionariam eles mesmo, nada é um fato. Um Will é somente amigo de um gay, tal esse chamado Tiny Cooper que o faz conhecer Jane Turner, uma garota muito maneira. Mas quando Will heterossexual conhece Will homossexual, ele enfim encontram alguém que pode ter uma relacionamento sério com Tiny, muito, muito diferente dos quarenta e três namorados anteriores.
O enfoque no musical a ser produzido também não é tão grande quanto parece, mas é muito importante na história. É quando os dois Will Grayson se unem pra fazer um bem para um ente em comum.
John Green e David Levithan conseguem unir em 352 páginas tudo o que um adolescente consegue ser de verdade: rebelde, sentimental, inconsequente, destemido, covarde, corajoso, depressivo. Tudo com muita comédia. Com um ritmo calmo e sem muitas surpresas, Will & Will é um bom exemplo de como criar uma obra de não-ficção. Abordando assuntos como o primeiro amor, e a coragem para "sair do armário". Intrigas familiares, e final de estudos, Will & Will é uma verdadeira obra de arte. Recomendo para qualquer pessoa, porque até as não gostam muito do assunto homossexualidade vão gostar, e acabarão por classificar como uma obra antiquada (apenas especulações).
Um livro que não tem muitas pontas soltas, até porque não existem muitas perguntas. Meio confuso o texto, sim, por ter dois Will's e por cada um narrar uma parte do livro, mas vocês entenderão. Qualidade inimaginável. Personagens memoráveis, mesmo que o Will Grayson gay seja um pouco introspectivo e, teoricamente falando, bastante chato no começo. Mas acaba por ser tornar um dos melhores no final.
Bom, espero que tenham gostado da resenha. Recomendo muito o livro!

Resenha: A menina que não sabia ler

Título original: Florence and Giles
Autor: John Harding
Editora: Leya, 272 páginas
Resenha: O ano é 1891 é o local é a Nova Inglaterra. 
Florence e Giles são duas crianças cujos pais faleceram. Em decorrência disso, acabaram sob a tutela de seu tio. Uma pessoa ausente, que largou os sobrinhos à própria sorte em sua mansão escura e abandonada para viver sob os cuidados dos criados.
Florence era uma menina de 12 anos que tinha encanto pelas palavras. Mas havia um problema: ela não sabia ler. E não porque não queria, mas por proibição de seu tio, que, amargurado por acontecimentos passados, alegava que o conhecimento fazia as mulheres se rebelarem. Porém, tudo muda quando Florence encontra a biblioteca abandonada da mansão. Aprende a ler sozinha e acaba devorando os livros da biblioteca escondido, na companhia de seu irmão Giles. 
Giles, por sua vez, acaba sendo levado para um colégio interno. Florence conhece Theo, um menino alto, esguio e asmático, da mesma idade que ela, e eles acabam ficando amigos. Embora a saudade pelo irmão só aumentasse, tudo corria bem para Florence, que alternava seus dias entre os livros e a companhia de Theo. Giles não consegue acompanhar o ritmo da escola e acaba sendo mandado de volta para casa, para a alegria de Florence e Theo. Tudo ocorria bem naquelas primeiras semanas. Até o tio de Florence ter a ideia de contratar uma preceptora para eles, Srta. Taylor, a mulher que irá mexer na vida dos dois irmão da maneira mais brusca. É aí que o rumo da estória muda completamente. Quem vê essa capa e título tão amenos, nunca iria imaginar o quão perturbador é o livro. Nesse ponto ele me surpreendeu, que inicialmente pensava se tratar de um romance ou algo do tipo, e não de suspense. Porém, ao mesmo tempo em que o rumo da estória em si tornou-se surpreendente, o livro pode parecer um pouco decepcionante em certos pontos. O autor deixa dúvidas em certos pontos, como por exemplo:

- Quem eram os pais dos irmãos? Eles não sabiam nada a respeito, exceto que já haviam falecido. A única coisa revelada é que Florence e Giles eram meio-irmãos, eram filhos de mães diferentes. O autor mencionou os pais das crianças diversas vezes, dando a entender que isso tinha relevância no enredo, mas em momento algum revelou qual era a importância no mesmo ou no que esse fator influenciava.

- Por que Florence sonha sempre com uma mulher ameaçando seu irmão? Florence sofria de sonambulismo e quase sempre sonhava com essa mulher, mas não via o rosto dela. No final, o livro não deixou isso bem explicado e me deixou ficar na dúvida: A mulher era a Srta. Taylor? Ela fez parte do passado das crianças?

- Por que Florence foi proibida de ler por seu tio? Apesar de inicialmente ter dado um motivo, o autor deixa claro que o mesmo não era verdadeiro. Que existia um motivo maior, e não apenas por ela ser mulher.

O livro deixa, além dessas, muitas outras dúvidas. Sem contar com a do final: aquilo tudo vivenciado por Florence e por Giles realmente aconteceu? Na minha opinião, essa dúvida final em si é bem interessante e deu um toque especial no livro, embora ainda sim pense que algumas coisas deveriam ter sido melhor explicadas. Fora isso, é bem escrito e narrado em primeira pessoa (pela própria Florence).
Talvez a intensão do autor era realmente deixar os tais pontos pendentes no livro para que cada leitor possa imaginar e encontrar respostas para todas essas dúvidas, que foi o que eu fiz, e gostei do resultado. 
Recomendo para quem gosta de ler um suspense.

[Resenha] A culpa é das estrelas





Título original: The Fault Our Stars
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Resenha: O livro se trata de um romance entre dois jovens que sobreviveram ao câncer: Hazel, uma jovem de 16 anos, moradora ilustre de Indiana e que tem tireoide com metáfase nos pulmões e por isso anda com um cilindro de oxigênio que a mantem respirando. O máximo que ela faz, além de assistir sua série e ler seus livros, é comparecer nas aulas da faculdade, e, raramente, participa da 'punheta grupal de apoio mútuo onde todo mundo fala sobre lutar, combater, vencer, remitir e examinar seus cânceres'. É nesse grupo que Hazel acabando conhecendo Augustus Watters, melhor amigo de Isaac, que também participa do grupo e que perde a visão para o câncer e perde a namorada, que por motivo fútil deixa ele. Augustus Watters tem 17 anos e sofria com osteossarcoma, e tinha uma perna amputada por conta do câncer, mas até então estava livre dele, ele já havia entrado para o grupo dos SEC (Sem indícios de câncer). E na salinha desse grupo que os olhos verdes de Hazel encontram os azuis de Augustus. :3
Desde o início do livro você vai perceber o tom de ironia que a Hazel coloca em quase tudo que ela fala, é engraçado. Ela, na verdade, é engraçada, inteligente e um tanto quanto 'esclusa' socialmente. Normal você pensar enquanto ler o livro que nele só tem pessoas com câncer, mas você acaba entendendo que as pessoas com essa doença tendem a passar a maior parte do tempo em casa, hospitais ou grupos de apoio, ou seja, rodeada de outras pessoas que também tem, ou tiveram, câncer. E uma frase dita por Augustus me fez ver essa doença de outra maneira. "Grande guerra, estou em guerra contra o que? O meu câncer. e o que é o meu câncer? Meu câncer sou eu. Os tumores são feitos de mim tanto quanto meu cérebro e meu coração. É uma guerra civil, Hazel Grace, e a gente já sabe quem vai vencer."
Enfim, já faz um mês que li 'A culpa é das estrelas', e ainda não tenho palavras para descrever o que magnífico achei o livro. Uma história que me fez rir no começo e chorar no final. Sim, chorei. Meu coração ficava cada vez mais apertado enquanto os capítulos acabavam. Pela primeira vez eu não queria que um livro acabasse - não daquela forma. Tive um DPS.
Os protagonistas possuem muitas características diferente e constroem uma conexão que prende o leitor de uma forma que é impossível se desligar dos sentimentos ou das situações que eles enfrentam. É o tipo de livro que faz você refletir sobre a vida e a morte. Se o destino - cheio de surpresas - é justo ou injusto. E, principalmente, que nunca estaremos preparados para o ponto final que encerrará a nossa vida.
Uma trama que irá ultrapassar as barreiras de uma promessa que não poderá ser cumprida. Não espere uma história com um final feliz, mas também não espere algo clichê. Prepare seu coração caso for ler, é algo puramente emocional.

"Okay? Okay."

"Talvez "Okay." seja o nosso "Sempre"."