[Resenha] Will & Will: Um nome, um destino



Título original: Will & Wiil
Autor: John Green
Editora: Galera Record, 352 páginas
Resenha: Imagine encontrar com o mesmo nome e sobrenome que o seu. Imaginou? Achou estranho? Pois é, aparentemente isso seria constrangedor para a maioria das pessoas. Agora imagine como foi para Will Grayson encontrar Will Grayson e saber que ele é gay, e que está namorando seu melhor amigo. Isso seria bem mais peculiar, certo? Pois é, são cenas como essa que nos encantam e nos arrancam gargalhadas involuntárias durante a leitura de 'Will & Will: Um nome, um destino'.
Muito mais que um romance gay, 'Will & Will' nos leva para uma viagem inesquecível pelos sentimentos humanos. Muito mais que um livro de comédia adolescente, esse livro é uma pérola de sabedoria por si só.
Nada parecido com 'A culpa é das estrelas', 'Will & Will' coloca três garotos num envolvimento bastante peculiar. Will Grayson é amigo de Cooper, o mais fabuloso gay de sua escola, e também o mais exageradamente, impossivelmente, milagrosamente gordo. E quando, por obra do destino, Will Grayson, encontra Will Grayson, sua vida fica de pernas para o ar. Ele não pode entrar no show que usaria pra presentear a garota que faz seu coração bater forte. tudo porque sua identidade falsa (que ele aceitou fazer pra poder entrar no show) diz que ele ainda não tem idade o suficiente. Ele então decide que a identidade falsa precisa servir para alguma coisa, e ele a usa pra entrar num sex shop e comprar uma revistinha.
Coisas estranhas acontecem por lá dentro, incluindo o mais-que-estranho garoto que o fica encarando. E ele mesmo garoto o segue depois que ele sai da loja. Perguntando quem ele é. e então os 'Will Grayson' se conhecem. O caso é que o Will Grayson que vem depois tinha um encontro marcado, mas, por motivos que até o momento vão além da compreensão do leitor, o ser humano não apareceu. Mas etão chega Tiny Cooper, e o mundo do Will Grayson que bem depois ficar mais colorido.
É claro que, quando o Will Grayson que não é gay, recebe a notícia que seu melhor amigo está se relacionando amorosamente com o outro Will Grayson, ele fica louco da vida. E por mais que a sinopse, a capa o nome do livro (e muitas outras coisas) nos tenham feito acreditar que os Will Grayson se relacionariam eles mesmo, nada é um fato. Um Will é somente amigo de um gay, tal esse chamado Tiny Cooper que o faz conhecer Jane Turner, uma garota muito maneira. Mas quando Will heterossexual conhece Will homossexual, ele enfim encontram alguém que pode ter uma relacionamento sério com Tiny, muito, muito diferente dos quarenta e três namorados anteriores.
O enfoque no musical a ser produzido também não é tão grande quanto parece, mas é muito importante na história. É quando os dois Will Grayson se unem pra fazer um bem para um ente em comum.
John Green e David Levithan conseguem unir em 352 páginas tudo o que um adolescente consegue ser de verdade: rebelde, sentimental, inconsequente, destemido, covarde, corajoso, depressivo. Tudo com muita comédia. Com um ritmo calmo e sem muitas surpresas, Will & Will é um bom exemplo de como criar uma obra de não-ficção. Abordando assuntos como o primeiro amor, e a coragem para "sair do armário". Intrigas familiares, e final de estudos, Will & Will é uma verdadeira obra de arte. Recomendo para qualquer pessoa, porque até as não gostam muito do assunto homossexualidade vão gostar, e acabarão por classificar como uma obra antiquada (apenas especulações).
Um livro que não tem muitas pontas soltas, até porque não existem muitas perguntas. Meio confuso o texto, sim, por ter dois Will's e por cada um narrar uma parte do livro, mas vocês entenderão. Qualidade inimaginável. Personagens memoráveis, mesmo que o Will Grayson gay seja um pouco introspectivo e, teoricamente falando, bastante chato no começo. Mas acaba por ser tornar um dos melhores no final.
Bom, espero que tenham gostado da resenha. Recomendo muito o livro!

[Help!] Encapando os meus livros



Tava arrumando minha estantezinha hoje de tarde e vi que tinha uns bichinhos pequeninos (aqui chamamos de corta-panos) e que estavam, por dentro, furando um dos meus livros. Por sorte, o flagrei no início. Haha O furo que ele fez foi muito pequeno. Gostaria de mostrar para vocês, mas emprestei o livro para minha prima. Tirei todos os livros para dar uma olhada se tinham algum neles também, mas nada. Graças! Bom, enquanto eu estava limpando a minha estantezinha eu lembrei de uma "capinha" que minha amiga Rayray me deu para cobrir meu livro. É bom para a poeira não invadir ou para não molhar caso, por acidente, caia água em cima. E aí vai um tuto. Vou ensinar a vocês  como e o modo que cubro todos os meus livros.


01) O material: Não sei o nome desse tipo de saquinho, mas você entra em papelarias ou em descartáveis. É só pedir 'saquinho transparente média'. Mas continuando, você vai precisar da saquinho, tesoura e durex.
02) Como fazer: Coloque o livro dentro da sacolinha e deixe-o no cantinho esquerdo.
03) Com a sobrinha da direita da saquinho, dobre com cuidado para a parte de trás do livro e pregue com pedaços de durex na forma horizontal. Segure o saquinho deixando-o em pé fazendo o livro descer até o final do saquinho.
04) A parte de cima do saquinho ("a boca") deixe do jeito que está na foto.


05) Deixe o livro em pé entre suas pernas e dobre o saquinho no meio (igual quando embrulhamos uma caixinha para presente) e junte as partes da sacolinha com um pedaço de durex para que não solte e fique mais fácil de fazer os outros passos, como na foto.
06) Faça o mesmo com o outro lado.
07) Junte as duas pontas com durex.
08) Dobre as duas pontas para a frente do livro.

09) Coloque mais alguns pedaços de durex, se quiser.
10/11) E volte as pontas para a parte de trás do livro colando com uns dois pedacinhos de durex.
12) E é assim que fica a parte da frente do livro.

Obs: Lembrando que é recomendável fazer isso apenas com livros que você já tenha lido, para não ter o trabalho de tirar as partezinhas de durex.
Bom, e aí está. Espero ter ajudado. :)
adx.

As cartas de John Lennon - Hunter Davies, John Lennon



Autor: Hunter Davies
Assunto: biografia
Editora: Planeta do Brasil
Sinopse: "Autorizada por Yoko Ono, está é uma biografia inédita de John Lennon por meio de cartas: cartas para a família, namoradas, amigos, jornais, advogados e até para a lavandeira, todas com um tom cômico, sábio, poético e às vezes ate comovente. Cada carta é precedida de uma introdução, explicando como, por que e quando ele a escreveu. Algumas são apresentadas com fac-símile, com a letra dele e até mesmo com desenhos. É uma maneira diferente e original de conhecer um pouco mais sobre a vida de um dos maiores ídolos da música no mundo, que até hoje tem fãs fervorosos. O livro terá lançamento mundial em outubro de 2012, mês em que se completam 50 anos do lançamento do primeiro disco do Beatles, Love Me Do (outubro de de 1962)." -Skoob.

DPL (Depressão Pós Livro)



Se você é daquelas pessoas que realmente amam ler, é provável que você tenha DPL. Mas como assim depressão pós livro?
Imagine. Você resolve pegar um livro que já desejada e começa a ler. No começo pode até achar um pouco sem graça (normal), mas depois de ler um par de capítulos você se vê empolgado, entusiasmado. De repente, aquela história te fez mergulhar no contexto, na experiência, em todo aquele universo diferente do seu. E então chega o momento em que você já não consegue mais parar de ler, já não consegue mais não pensar quando está longe dele. Tarde demais, você já faz parte da história. Imagina, de várias formas, no que pode acontecer, no que você faria se estivesse naquele lugar, na situação do personagem. Mas aí, acontece o pior, o livro acaba. '-'
Tipo, como sobreviver a uma coisa dessa? Como aceitar a ideia de que tudo aquilo chegou a um fim? E se o fim não como você queria que fosse? Isso dá realmente uma raiva, um vazio, um sentimento ruim, e você já não sente mais vontade de ler qualquer outro livro por um tempo. Considere isso como uma Depressão pós livro.
Isso acontece muito comigo. E o último livro que me fez ter a DPL foi o livro do John Green, A culpa é das estrelas. Mas com certeza você deve concordar comigo que depois dá mesmo uma saudade de tudo aquilo depois que o livro acaba. Ler traz uma série de experiências, uma relação única entre as letras e o leitor que conjugados formam uma parceria que deixa um vazio quando termina, e é sempre assim, de capa a capa. 
Se você também é um portador desse tipo de depressão, não se desanime, tamo juntos nessa. (hsuauhsahus) 
Boa leitura com o seu livro.
Adx.

Resenha: A menina que não sabia ler

Título original: Florence and Giles
Autor: John Harding
Editora: Leya, 272 páginas
Resenha: O ano é 1891 é o local é a Nova Inglaterra. 
Florence e Giles são duas crianças cujos pais faleceram. Em decorrência disso, acabaram sob a tutela de seu tio. Uma pessoa ausente, que largou os sobrinhos à própria sorte em sua mansão escura e abandonada para viver sob os cuidados dos criados.
Florence era uma menina de 12 anos que tinha encanto pelas palavras. Mas havia um problema: ela não sabia ler. E não porque não queria, mas por proibição de seu tio, que, amargurado por acontecimentos passados, alegava que o conhecimento fazia as mulheres se rebelarem. Porém, tudo muda quando Florence encontra a biblioteca abandonada da mansão. Aprende a ler sozinha e acaba devorando os livros da biblioteca escondido, na companhia de seu irmão Giles. 
Giles, por sua vez, acaba sendo levado para um colégio interno. Florence conhece Theo, um menino alto, esguio e asmático, da mesma idade que ela, e eles acabam ficando amigos. Embora a saudade pelo irmão só aumentasse, tudo corria bem para Florence, que alternava seus dias entre os livros e a companhia de Theo. Giles não consegue acompanhar o ritmo da escola e acaba sendo mandado de volta para casa, para a alegria de Florence e Theo. Tudo ocorria bem naquelas primeiras semanas. Até o tio de Florence ter a ideia de contratar uma preceptora para eles, Srta. Taylor, a mulher que irá mexer na vida dos dois irmão da maneira mais brusca. É aí que o rumo da estória muda completamente. Quem vê essa capa e título tão amenos, nunca iria imaginar o quão perturbador é o livro. Nesse ponto ele me surpreendeu, que inicialmente pensava se tratar de um romance ou algo do tipo, e não de suspense. Porém, ao mesmo tempo em que o rumo da estória em si tornou-se surpreendente, o livro pode parecer um pouco decepcionante em certos pontos. O autor deixa dúvidas em certos pontos, como por exemplo:

- Quem eram os pais dos irmãos? Eles não sabiam nada a respeito, exceto que já haviam falecido. A única coisa revelada é que Florence e Giles eram meio-irmãos, eram filhos de mães diferentes. O autor mencionou os pais das crianças diversas vezes, dando a entender que isso tinha relevância no enredo, mas em momento algum revelou qual era a importância no mesmo ou no que esse fator influenciava.

- Por que Florence sonha sempre com uma mulher ameaçando seu irmão? Florence sofria de sonambulismo e quase sempre sonhava com essa mulher, mas não via o rosto dela. No final, o livro não deixou isso bem explicado e me deixou ficar na dúvida: A mulher era a Srta. Taylor? Ela fez parte do passado das crianças?

- Por que Florence foi proibida de ler por seu tio? Apesar de inicialmente ter dado um motivo, o autor deixa claro que o mesmo não era verdadeiro. Que existia um motivo maior, e não apenas por ela ser mulher.

O livro deixa, além dessas, muitas outras dúvidas. Sem contar com a do final: aquilo tudo vivenciado por Florence e por Giles realmente aconteceu? Na minha opinião, essa dúvida final em si é bem interessante e deu um toque especial no livro, embora ainda sim pense que algumas coisas deveriam ter sido melhor explicadas. Fora isso, é bem escrito e narrado em primeira pessoa (pela própria Florence).
Talvez a intensão do autor era realmente deixar os tais pontos pendentes no livro para que cada leitor possa imaginar e encontrar respostas para todas essas dúvidas, que foi o que eu fiz, e gostei do resultado. 
Recomendo para quem gosta de ler um suspense.